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quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Concurso "Sonho, grilos e paixões"



A LUZ NO FIM DO TÚNEL


"Como sinto falta daquele tempo
onde a Guerra se disfarçava em paz
e acreditavam que seria eterno
mas a iminência era tanta que ninguém
era capaz de impedir aquele terrível inferno.

Sobraram apenas ruínas,
O mundo ficou cinza como numa fábrica
A esperança ficou arruinada e
Muito pior ficou o amor a pátria
As pessoas sorriam mas lá dentro sentiam apenas o NADA!

Começa então a superprodução para a reconstrução
Sobra tanta falta, de amor, comida, amizade e calor
Em 29 a Depressão só piorou a situação.
Na falta de compaixão plantarei uma flor
Não para durar a eternidade, mas para talvez
fazer a Esperança ter novamente Fé na Humanidade!"



Ana Luiza Incerpi, nº 04
Danilo Mariosa, nº 12
Fernanda Vila Verde, nº 15
Fernanda Guedes, nº 16
Rafaela Marone, nº 32
Raíza Benedecti, nº 33

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Sonhos, Grilos e Paixões

Que mundo é esse? Que mundo queremos?

http://www.youtube.com/watch?v=LqQKMW_KdKM



Ana Luiza Incerpi, nº04
Danilo Mariosa, nº12
Fernanda Vila Verde, nº15
Fernanda Guedes, nº16
Rafaela Marone, nº32
Raíza Benedecti, nº33

domingo, 28 de outubro de 2012

O ilustre Karl Marx

Aproveitando um trabalho feito por nós ano passado, resolvemos montar um post sobre esse filósofo, relacionando também com conteúdo passado em aulas tanto de Filosofia, com o professor Ricardo Galvanezi, e de História Sociológica, com a professora Alessandra Lopes:


O ilustre Karl Marx
   
     Nascido na Alemanha, no dia 5 de maio de 1818, Karl Marx foi um filósofo e um economista que procurava entender a sociedade através da análise do capitalismo, com o objetivo de transformá-la. Marx era antes de tudo um revolucionário e sua principal missão era contribuir, de um modo ou de outro, para derrubar a sociedade capitalista.


     Sofria influência: da filosofia alemã, a qual afirmava que tudo que é real é também racional, e que questionava o que adiantava ter ideias se elas não pudessem ser executadas; da política socialista francesa, criticando os socialistas utópicos, ou seja, aqueles que fugiam da realidade, como Rousseau; da economia inglesa do século XIX que explorava a classe trabalhadora (essas três teorias tinham em comum o desejo de impor a transformação social implantando um império da razão e da justiça); e, por último, do filósofo Hegel, o qual o influenciou na teoria “dialética” (razão do ser). Hegel dizia que o que move a história é a ideia, já Marx afirmava que o que a move é o materialismo.
“A anatomia da sociedade deve ser procurada na análise das relações de produção.” (K. M.)
  • Notou que a mercadoria quando era finalizada, não mantinha o valor real da venda. O que ele queria relatar é que a mercadoria parecia perder a sua relação com o trabalho e a vida própria.
  • Para ele o homem é um bicho que só liga para o materialismo, o que influência na maneira como nos relacionamos na sociedade. Desenvolveu o conceito de alienação, mostrando que a industrialização, a propriedade privada e o assalariamento separavam o trabalhador dos meios de produção que se tornaram propriedade privada do capitalismo. 
  • Ele possuía também uma reflexão crítica sobre a sociedade. Proclamava a inexistência da igualdade social natural e tinha a ideia de que a revolução deveria implicar mudanças radicais e globais para romper com a dominação da burguesia, a qual vendia a sua força de trabalho.
  • Para Marx, o valor da necessidade capitalista vem do trabalho do homem; todavia, os homens não percebem que isso realmente ocorre e acreditam que as mercadorias possuem um valor próprio e não a partir do trabalho humano. Isso permite que se sujeitem a lógica da mercadoria.
  • Marx criou o conceito de mais valia, a absoluta que era o aumento da jornada de trabalho e a relativa, que era o aumento da intensidade de trabalho que pode se dar pela melhoria da tecnologia, aumentando a produtividade.

     Sua principal obra foi “O Capital”, em que realizou uma pesquisa sobre o modo de produção capitalista e as condições de superá-la, em busca de uma sociedade sem classes ou propriedade privada.
“As ideias dominantes de cada época sempre foram as ideias de sua classe dominante” (K. M.)
     Seu sistema de pensamento é criado a partir do modo de produção capitalista. Para ele ocorreram diferentes processos de trabalho ao longo da historia do capitalismo, os quais são por ele caracterizados como os mais importantes elementos para a compreensão das transformações econômicas, sociais e políticas. Eram estes:

• A organização da produção em cooperação simples, que era a divisão do trabalho que se dá entre aquele que pensa e aquele que executa;
• A manufatura, que é o trabalhador que ao invés de executar o produto inteiro, ele executa parte do seu processo de produção;
• A máquinofatura, que é aquele que possui o dinheiro, reunindo um grupo de artesãos que não possuem mais o meio de produção;
• A automação, que é o processo de trabalho que combina a programação e a autonomia das máquinas com o uso da mão de obra, diminuindo a força de trabalho na execução do produto.
“Trabalhadores do mundo, uni-vos.” (K. M.)
     Até hoje as ideias marxistas continuam a influenciar as ideias de muitos historiadores e cientistas sociais que independente de aceitarem ou não as teorias do pensador alemão, concordam com a ideia de que para se compreender uma sociedade precisa entender primeiro a sua forma de produção.

     Karl Marx faleceu em Londres em 14 de março de 1883, deixando muitos seguidores de seus ideais. Lenin foi um deles, que governando a União Soviética usou ideias marxistas para sustentar o comunismo que sobre sua liderança foi renomeado para marxismo-leninismo.
“Sem sombra de dúvida, a vontade do capitalista consiste em encher os bolsos, mais que possa. E o que temos a fazer não é divagar acerca de sua vontade, mas investigar o seu poder, os limites desse poder e o caráter desses limites.” (K. M.)

     Já que estamos aprendendo sobre o período entre guerras, vale a pena citar a crítica do pensamento marxista sobre o empobrecimento do proletariado (aquele que possui a força de trabalho como propriedade) ocasionado pelo desenvolvimento capitalista. Segundo ele, os países precisavam de um exército industrial de reserva, que seria nada mais nada menos do que uma reserva de gente pobre que será utilizada ou desprezada de acordo com a vontade do capitalista.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Rio+20

     “É preciso elevar a produtividade a novos patamares, de modo a gerar mais riqueza, depredando menos o meio ambiente. Só assim é possível olhar para a economia e o verde simultaneamente.” afirma o economista americano Thomas Heller.
   
     Levando isso e o sucesso da Eco 92 em consideração, representantes de 190 países, além de ONGs de todos os tipos, se mobilizaram no Rio de Janeiro em Junho de 2012 para uma nova conferência em prol do nosso ecossistema.

  • Rio+20

     A Rio+20 trata-se, portanto, de uma reunião sobre Desenvolvimento Sustentável organizada pela ONU para discutir como conciliar crescimento econômico, qualidade de vida e preservação do meio ambiente, simultaneamente.

     A conferência dispõe de dois blocos opostos, sendo um formado por países ricos, e o outro composto pelos emergentes e pobres. Suas principais preocupações são fazer com que o modelo econômico atual se adapte aos moldes sustentáveis e, em segundo lugar, decidir quem financiará a citada adaptação.

     O quadro abaixo, retirado da revista Veja, edição 2274, do dia 20 de Junho de 2012, mostra o que cada grupo de países propõe e discordam nas discussões da Rio+20. Além disso, segue um resumo sobre o que é cada medida de acordo com a reportagem:


  1. A conferência deve estabelecer Metas do Desenvolvimento Sustentável, porém não há decisões comuns quanto a prazos, objetivos ou sobre quem arcaria com as despesas.
  2. É planejada uma redução no uso do petróleo, sendo este trocado por fontes de energias mais limpas.
  3. Criar uma Agência Internacional Independente com o poder de decisão em questões ambientais, sem interferência da ONU.
  4. Criar um novo conceito de PIB onde o cuidado ambiental conta tanto quanto a riqueza do país.
  5. As nações ricas deveriam, portanto, doar parte de suas riquezas para que os países em desenvolvimento não sejam prejudicados.

  • Eco 92
     A última reunião realizada com o mesmo intuito ocorreu entre 3 e 14 de Junho de 1992, também no Rio de Janeiro, e recebeu o nome de Eco 92. 

     Esta teve uma boa repercussão, pois incentivou a população a exigir que as empresas fabricassem produtos menos agressivos ao meio ambiente, além de tomarem consciência de problemas ambientais como a poluição nos rios e oceanos, e a imensa quantidade de lixo urbano. Outra importante decisão tomada foi a ratificação do acordo de redução da emissão dos gases causadores do efeito estufa na atmosfera.


  • Uma visão de Eric Hobsbawn
     Levando o tema acima em consideração, podemos relacioná-lo com uma análise feita pelo historiador britânico Eric Hobsbawn para o jornal The Guardians. Tendo em vista que, durante o século XX, tanto o sistema socialista quanto o capitalista apresentaram sinais de fracasso, o autor sugere uma nova alternativa a ser implantada: a política progressista. 
     
     Trata-se de uma iniciativa pública não baseada na busca de lucro, mas sim em decisões com o objetivo de conseguir melhorias sociais coletivas que beneficiariam toda a população. "A base da política progressista não é a maximização do crescimento econômico e da riqueza pessoal."

     Ainda segundo Hobsbawn, essa ideia deve ter como pauta fundamental a crise do meio ambiente em que vivemos hoje. Deste modo, pode-se associar essas conferências, como a Eco 92 e a Rio+20, como exemplos de políticas progressistas, em que não há obtenção de lucro individual mas sim uma tentativa de reverter a situação atual. Diante dessa situação, toda e qualquer medida deve ser tomada o mais rápido possível. "O tempo não está do nosso lado.", relata o autor.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Análise Sociológica


Batismo de Sangue

          O filme trata do período da ditadura militar entre os anos de 1964 e 1985 no Brasil, mas focando nos anos de 1968 a 1973. Nele é relatado o movimento revolucionário dos estudantes, intelectuais e alguns religiosos, mas principalmente a opressão sobre a população em geral como um modo de manipulação dos “governantes” pela utilização da mídia para forjar a imagem negativa de quem se opunha ao regime, atos de tortura e desaparecimentos súbitos daqueles obstinados.

          Baseado no livro escrito por Frei Betto, um dos torturados, o filme tem como uma característica marcante a verossimilhança, ou seja, a proximidade com a realidade da época. Isso se deve ao fato de não haver discrição ao relatar as cenas de tortura que, como mostradas no filme, constituíam-se na submissão dos frades ao pau-de-arara, espancamentos, choques elétricos, cadeira-do-dragão e torturas psicológicas.

          Caso o longa-metragem não tivesse sido baseado nas histórias de um torturado, poderia ter acontecido como na cena do julgamento de Frei Tito, em que foi reprimido ao relatar sobre a tortura que sofrera, evitando desta forma possíveis críticas ao governo.

“- Proibo que inclua esta denúncia no depoimento do réu.
- Mas eu insisto que as palavras de Frei Tito sejam todas transcritas no processo.
- Mas vocês tentem compreender. A tortura é uma coisa de tal forma horrível, que é melhor nem falar dela.”
(Diálogo presente no Batismo de Sangue).

          A política “pão e circo”, criada em Roma como uma maneira de manipular a camada mais pobre da população e mantê-la distante das decisões do governo, influenciou o governo brasileiro a manter a população cada vez mais alienada, deixando-a afastada de qualquer movimento contra o Estado e sem “poder” expressar suas opiniões. Um exemplo retratado no filme seria a cena do bar, em que a notícia do milésimo gol do Pelé se sobrepôs a da morte do grande símbolo da oposição, Carlos Marighella, diminuindo sua relevância. 
          Decorrente desse fato, muitos artistas e intelectuais omitiram suas obras (como Geraldo Vandré, autor da música “ ¹Para não dizer que não falei das flores” ; Chico Buarque compôs “ ²Meu caro amigo” e “ ³Calice” entre outras) ou acabaram até se auto exilando por meio de protesto,  como  Gilberto Gil, Caetano Veloso, Fernando Gabeira, entre outras personalidades.


          O que mantinha a censura em prática era o uso da força e violência por parte dos opressores (nomeados terroristas, por ameaçarem o governo), garantindo também que as pessoas interessadas em reagir contra o sistema não se movimentassem para tal ação.

          Através do filme, é possível entender um pouco mais sobre a oposição à ditadura militar desempenhada pelos frades dominicanos do convento, os quais se envolveram com o líder comunista Carlos Marighella, criador da Ação Libertadora Nacional (ALN). 


sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Unicamp de Portas Abertas


No dia 1° de Setembro, nossa escola organizou uma excursão a Campinas para o projeto da Unicamp chamado "Unicamp de Portas Abertas" (UPA), que permite vestibulandos e futuros vestibulandos conhecerem o campus da universidade e seus cursos, com diversas palestras e oficinas apresentando os projetos sociais e acadêmicos, proporcionados por alunos e professores. Esse projeto, nesse ano, recebeu cerca de 35 mil visitantes e foi um sucesso!

Como o Campus é muito grande e tinham muitos cursos para serem visitados, nos separamos em grupos, e eu, Ana Luiza Incerpi, decidi conhecer a faculdade de Medicina.


Chegando lá, decidi conhecer a área de Anatomia e nesta fui atendida por alunos do terceiro ano da faculdade que mostraram alguns órgãos com doenças, como um pulmão com tumor, problemas que causam o aborto, amputação de dedos, etc. Saindo desta sala, eu e meu grupo fomos ao anfiteatro ver uma palestra com a professora de anatomia que fez uma apresentação sobre diversas doenças que são causadas por radiações, tabagismo, alcoolismo, mau hábito alimentar e drogas.

Saindo da área de anatomia, fomos conhecer a parte da oncologia. Tivemos uma aula com alunos da Liga da Oncologia que ensinaram como surge o câncer em um indivíduo, como saber se este é benigno ou maligno, como dar nome aos vários tipos dessa doença, etc.



Depois dessa apresentação almoçamos na lanchonete da medicina e fomos ver alguns standers sobre o sangue e as suas células. Neles pudemos ver em microscópios as hemácias, os linfócitos e as plaquetas.

Devido às filas não foi possível ver todas as palestras e conhecer melhor todas as áreas. Quando voltamos ao ponto de encontro estava tendo uma apresentação de bateria dos alunos da Unicamp. Foi um arraso e as 35 mil pessoas que estavam lá pararam para assistir. Foi uma ótima despedida.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Redações

Os temas de redação cobrados na UNICAMP são bastante diversificados. Para treinarmos, tivemos como primeira proposta um artigo de opinião. Os artigos de opinião abaixo foram redigidos a partir da notícia Desmatamento na Amazônia cresce 14,9%, publicado no jornal O Estado de S. Paulo.



Tratando bem, que mal tem?
Poucas pessoas realmente se preocupam com o bem do nosso ecossistema

     Foi diagnosticado que o ritmo de desmatamento na região da Amazônia, no Brasil, crescera em apena um ano 14,9%, e a principal culpa é das indústrias moveleiras que têm desmatado sem piedade um dos maiores fósseis da Terra.
     É notório que poucas pessoas realmente se preocupam com o bem do nosso ecossistema, e é por isso que é dever do governo mostrar que é necessário conviver harmonicamente com a natureza, pelo “pequeno” fato de que estamos vivos, pois as plantas produzem diariamente e continuamente oxigênio.
     A ação tomada por Fernando Henrique Cardoso em fortalecer a fiscalização da mata nos estados do norte foi bem aplicada, no entanto, é possível ver que não é apenas nessa região que o desmatamento está presente.

– Ana Luiza Incerpi, nº 04


Até quando?

     Triste pensar que o desaparecimento da maior floresta tropical do mundo está cada vez mais próximo. Mesmo com tantos alertas sobre esse possível acontecimento, seus principais agentes acabam pensando apenas em si mesmos (e no dinheiro que encherá seus bolsos) a cada árvore derrubada.
     E quem seriam os culpados? Em grande parte, a indústria moveleira, que contribuiu para que o ritmo do desmatamento aumentasse 14,9% entre 1999 e 2000. Será que vale tanto a pena destruir o maior tesouro do país pensando apenas na rentabilidade? Pensamento fechado este...
     Tirar da natureza o que ela nos propicia com tamanha brutalidade nos deixará arrependidos em um futuro próximo. Uma atitude digna seria se para cada tronco que fosse para o chão, no mínimo um novo fosse plantado. Porém, faltam esforços para que medidas deste tipo sejam tomadas.
     Segundo uma nota divulgada pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), se as médias anuais de desmatamento forem mantidas, em cerca de dez anos uma área de floresta equivalente ao Acre será perdida. Para tal projeção, o ministério optou por aumentar o rigor nas autorizações para este desflorestamento. Temo, no entanto, que tal medida não seja suficiente ou que seja tarde demais para que a situação seja revertida.

– Fernanda Vila Verde, nº 15 


‎O fim

     O desmatamento na Amazônia vem crescendo muito no último ano e estimativas mostram que a situação é mais grave do que parece ser.
     Como é possível que a despreocupação e o desinteresse de parte das pessoas em relação a esse assunto? O futuro de uma imensa floresta está em jogo faz tempo e apenas agora é decidido criar um projeto para aumentar o rigor nas fiscalizações. Isso é o fim.
     De acordo com pesquisas realizadas pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), a área desflorestada na Amazônia chega a ser superior à área da Bahia. Isso só mostra o quanto ninguém realmente vê problema em desmatar. É uma pena que muita gente ainda pense assim hoje em dia e não dê para essa floresta o seu devido valor.

– Fernanda Guedes, nº 16


O prejuízo do verde

     Pesquisas feitas por grandes institutos, como WWF (Fundo Mundial Para a Natureza), apontam índices bem elevados de desmatamento na Amazônia: hoje a área devastada por ações humanas chega a equivaler a uma região superior a da Bahia, tendo 589mil quilômetros quadrados destruídos.
     Tais estudos revelam que se continuarmos nesse rítmo de destruição, daqui a alguns anos, nada da Amazônia restará. Pode ser que grande parte da população brasileira não dê o devido valor a tal futuro prejuízo, mas perder uma área verde tão grandiosa por descuido dos próprios nativos, por falta de projetos eficazes ou incentivo do governo, na minha opinião, seria algo lamentável e imperdoável.

– Raíza Benedecti, nº 33



domingo, 2 de setembro de 2012

África: um continente esquecido

     Muitas vezes acabamos deixando de lado esse continente que sofreu muito ao longo dos anos e permanece até hoje com cicatrizes vindas de seu processo de colonização. Através da ocupação militar, as potências europeias vão dividir as fronteiras africanas de acordo com seus interesses, deixando o continente a mercê dos interesses europeus.
     Tal invasão teve como justificativa ideológica levar a civilização aos homens selvagens, no caso, os africanos, na chamada Missão Civilizatória ou Fardo do Homem Branco, a qual exaltava a superioridade do branco, que seria uma elite econômica, sobre os negros. Essa ideologia, de caráter científico, deu origem ao que foi chamado de Darwinismo Social.
     Para que o tema fosse melhor compreendido, fizemos um fichamento do livro de Sociologia para a aula de História, a pedido da professora, e resolvemos postar alguns trechos marcantes dos trabalhos dos integrantes do grupo:


  • Darwinismo Social
     "Nesses trechos retirados da página 65, a autora explica a “desculpa”que os europeus utilizaram para entrar na Ásia e na África para as colonizarem, que era: a civilização dos povos considerados “primitivos” em relação aos colonizadores só por não terem tanto poder econômico e tanta tecnologia como a Europa. 
      Ela mostra, segundo a teoria de Darwin, o continente europeu como o mais evoluído e utiliza sua estrutura social como “molde” para os outros povos, o que é, na minha opinião, algo errado, pois não podemos julgar uma comunidade como “fósseis vivos” ou “primitivos”, pelo modo de vida que é conduzido por ela; Cada sociedade tem o direito de crescer e se desenvolver em seu rítmo natural e, assim, desenvolver sua própria cultura e costumes."
– Raíza Benedecti, nº 33



  • Uma Visão Crítica do Darwinismo Social - Ontem e Hoje
     "O darwinismo social pode ser considerado não só como um comportamento humano, mas sim como uma ação guiada pelo preconceito e interesses particulares, quando é aplicado nos estudos das diferenças entre as sociedades e etnias. Hoje em dia, a seleção natural é aplicada no homem de forma diferente, pelo fato de que ele cada vez mais se torna independente do meio em que habita. No entanto, no século XIX a ação de exploração de terras Afro-Asiáticas pelos europeus para fins políticos e econômicos, concebe essa ideia da teoria de Darwin em termos sociais, falando no mais forte e evoluído."

– Ana Luiza Incerpi, nº 04


  • Duas formas de avaliar as mudanças sociais
     "O desenvolvimento industrial da época gerava cada vez mais conflitos sociais. Em resposta às greves, os positivistas diziam que o progresso da humanidade dependia exclusivamente dos avanços científicos, logo, do avanço industrial. O positivismo, portanto, tinha como crença que o homem deveria explicar a realidade, sendo ele dotado de razão suficiente para isso. Essa visão positivista trata-se da segunda forma de avaliar as mudanças sociais, sendo a primeira o darwinismo social."

– Fernanda Vila Verde, nº 15


  • Organicismo
     "Na visão da autora, é mais uma tentativa de transposição das teorias darwinistas para a sociedade. Os teóricos diziam que a sociedade era como um organismo vivo e as instituições eram os tecidos sociais, cujo principal objetivo era manter o bem estar do grande organismo. Assim, os cientistas que seguiam esse pensamento procuravam criar semelhanças entre leis biológicas e sociais, tratando as sociedades humanas como diferentes espécies."

– Fernanda Guedes, nº 16


     Aproveitamos a oportunidade para mesclarmos a matéria aprendida em História com a que vimos em Geografia sobre a África. No texto abaixo, apresentamos um resumo dos aspectos políticos presentes ao longo da história deste continente:


     O sistema político africano foi marcado em sua primeira fase pelo chamado Tribalismo, período com apenas processos internos, fronteiras flexíveis, poder hereditário e conflitos simbólicos, o que garantia uma certa paz no território. Durante o século XV, esse sitema deu espaço para o Colonialismo, com a introdução do lucro e construção de feitorias.
     As grandes potências da Europa começaram a entrar em crise com o rápido crescimento do capitalismo na região. A "única saída" por eles encontrada era buscar os "3 Ms" (mercado consumidor, mão-de-obra e matéria prima) em suas colônias, necessidade esta que gerou uma rivalidade acentuada entre os países colonizadores que começam a corrida armamentista, o sistema de alianças e a propaganda ideológica. Com a justificativa ideológica que mais tarde recebeu o nome de "Fardo do Homem Branco", explicada no começo do post. E sem qualquer preocupação com os países colonizados, principalmente da Ásia e Africa, a Europa foi usufruindo e absorvendo tudo o que pode desses dois continentes. Essa nova fase, marcada também pela desorganização das colônias, recebeu o nome de Imperialismo, a qual deixou marcas até os dias de hoje.
     No Pós-Segunda Guerra Mundial, a política africana ficou marcada pelo Nacionalismo, começando então movimentos de independências, com disputas tribais e ideológicar, além de guerras sangrentas. Por fim, temos o Neoliberalismo, etapa que deixa o continente em questão como uma periferia do mundo, já que este não consegue ser tão competitivo quanto os demais.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Trechos de redações

Nossa professora de Redação, Gisele Martinez, pediu para que postássemos alguns trechos significativos de redações feitas por nós ao longo desse primeiro semestre. Foram, ao todo, 8 dissertações, cada uma sobre um tema diferente, escritas por cada um de nós e avaliadas.


Tema: A amizade
Título: “Amizade e felicidade”


  "[...] Como citou Clarice Lispector: “Um amigo me chamou pra cuidar da dor dele, guardei a minha no bolso. E fui...”. E é sobre isso que a amizade se trata; estar perto da pessoa amiga com a maior frequência possível, para compartilhar felicidade e sofrimento, e colocar o próximo em primeiro plano.
  Alguns indivíduos não dão devido valor a ter companhias assim em suas vidas, no entanto, é muito necessário, pois transforma as pessoas completamente em melhores seres. Dando mais valor à sua existência e fazendo com que não desistam das fases da vida. [...]"


– Ana Luiza Incerpi, nº 04


Tema: A felicidade, entre o ser e o ter.
Título: "Além do ser"

          “[...] A influência da mídia na busca pelo “status” padrão que visa a aparência e não a essência, a beleza e não o caráter, faz com que a pessoas julguem umas as outras. Nos dias atuais ocorrem muitos desentendimentos provenientes de pré-julgamentos e falta de tolerância e até em alguns casos, amigos deixam de expressar seus sentimentos e preocupações com medo de serem rotulados como fora do normal. [...]"



– Danilo Mariosa, nº 12


Tema: Paz: uma conquista impossível?
Título: "A conquista da paz"


          "Conflitos e guerras sempre estiveram presentes ao longo da história mundial. Aparentemente, é utópica a ideia de que seja possível existir uma sociedade que passe por cima de suas diferenças e consiga viver tranquilamente. Porém, tal realidade pode sim modificar caso o pensamento do humanista holandês Erasmo de Roterdam seja levado em conta: "Se colocares numa parte da balança as vantagens e na outra as desvantagens, perceberás que uma paz injusta é muito melhor do que uma guerra justa."

– Fernanda Vila Verde, nº 15



Tema: Vocação ou remuneração?
Título: "A difícil decisão" 


          "A escolha da profissão é sempre um tema que gera muitas dúvidas e incertezas, ainda mais entre jovens que têm que decidir seu futuro tão cedo. É necessário, acima de tudo, ter paixão pelo caminho que irá seguir, pois de acordo com a revista Veja, ''Aquele que faz o que gosta se frusta menos e tem mais chance de alcançar o sucesso. [...] 

          Portanto, seja qual for o caminho, é necessário empenho, dedicação, força de vontade e além de tudo isso, paixão. O restante, como dinheiro e sucesso profissional, será apenas uma consequência natural desse processo."
– Fernanda Guedes, nº 16



Tema: Paz: uma conquista impossível?
Título: "A contradição do sangue pela paz"


          ""Façamos guerra para poder viver em paz." Pensamento do filósofo grego Aristóteles, que constata a contradição do método de grande parte da população mundial para alcançar a paz: provocar opressão; O que gera um ciclo sem fim: Quanto mais violência se tem, maior é o número de pessoas procurando a tranquilidade, o que causa mais conflito para consegui-la e assim em diante. Este fato faz com que fique cada vez mais difícil chegar a serenidade total entre os indivíduos. [...]"

– Raíza Benedecti, nº 33 

domingo, 19 de agosto de 2012

Centenário de um gênio

"A solução dos problemas humanos terá que contar com a literatura, a música, a pintura, enfim com as artes. O homem necessita de beleza como necessita de pão e de liberdade." (Jorge Amado)

Nada melhor do que o nosso primeiro post ser sobre aquele que hoje dá nome a nossa sala de terceiro ano. O grande e lendário Jorge Amado, autor que completa em 2012 o centenário de seu nascimento, deu vida a personagens inesquecíveis.





  • Biografia
Jorge Leal Amado de Faria, nascido dia 12 de agosto de 1912 em Itabuna, na Bahia, viveu com sua família a maior parte de sua infância em Ilhéus, cidade que lhe serviu de inspiração para vários romances.

Foi para o Rio de Janeiro, então capital da república, estudar Direito na Universidade do Rio de Janeiro, onde teve seus primeiros contatos com o movimento comunista. Em 1945, foi eleito membro da Assembléia Nacional Constituinte, na legenda do Partido Comunista Brasileiro (PCB), onde foi o deputado federal mais votado do Estado de São Paulo. 

Foi o autor da lei  que assegura o direito à liberdade de culto religioso, a qual continua em vigor até hoje. Em 1947 o PCB foi declarado ilegal e seus membros perseguidos e presos, tendo Jorge que se exilar com a família na França. Retornando ao Brasil em 1955, se afastou da militância política dedicando-se, então, inteiramente à literatura. 

Amado morreu no dia 06 de Agosto de 2001 e teve seu corpo cremado e enterrado no jardim de sua casa no dia em que completaria 89 anos de idade.

  • Obras
Este autor baiano, que se destacou no movimento literário modernista brasileiro, escreveu quase 40 livros, os quais demonstram um olhar radical sobre os costumes e a cultura popular das regiões brasileiras. Seus índices de venda são muito altos, sendo apenas superado pelo autor Paulo Coelho. 

Suas principais obras são: “Capitães da Areia”, “Terras do Sem-Fim”, “Gabriela: Cravo e Canela”, “Dona Flor e Seus Dois Maridos” e “Tieta do Agreste”. Por ser reconhecido Brasil a fora, teve muitas de suas obras traduzidas e publicadas em mais de 50 países, e uma grande parte delas já foi adaptada para cinema, teatro e televisão, além de ter sido tema de escolas de samba em várias partes do nosso país.

  • Fundação Casa
Trata-se de uma ONG que tem como principal objetivo preservar, pesquisar e divulgar as obras de Jorge Amado, além de incentivar e apoiar estudos e pesquisas sobre a vida do escritor e sobre a arte e literatura baianas.

A fundação dispõe de uma exposição de documentos, fotografias, livros, adaptações e objetos relacionados ao autor. Também estão expostos prêmios recebidos pelo escritor e fotos tomadas por Zélia Gattai, esposa de Jorge, documentando o dia-a-dia do autor.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Sejam bem-vindos!

Olá, bem-vindos ao Ponto G de Ideias, o blog do terceiro ano Jorge Amado do Colégio Universitas. Hoje, dia 16 de Agosto de 2012, podemos comemorar o lançamento dessa nova página, onde comentaremos sobre os mais diferentes temas.

Através do Projeto Lumière, proposto em sala de aula, este blog terá o objetivo de aprofundar assuntos do cotidiano de uma forma diferente e dinâmica. 

Agora, relaxem e viajem por um espaço cheio de informações, ideias e coisas boas.

Conheça os grupos:


  • Entre EntreLinhas
Bianca Akemi, nº 07
Camila Conrade, nº 08
Caroline Sachs, nº 09
Cecilia Blum, nº 10

  • Jhonnie Blogger
Akira Pimentel, nº 01
Andre Pollner, nº 05
Matheus Poço, nº 29
Robson Tadeu Pereira, nº 34

  • Jorge Amado Intelectuais
Ana Cristina Magalhães, nº 02
André Faria, nº 06
João Pedro Sandoval, nº 23
Matheus F. Marra. H. da Silva, nº 27

  • Monte Cristo
Gabriel Gomes, nº 17
Leonardo Salgado, nº 24
Maithê Martins, nº
Matheus França, nº 28
Rafaela Marone, nº 32

  • Movedoras
Giovanna Junqueira, nº 20
Nathália Nucci, nº 30
Tatiana Neves, nº 37
Thais Pallin, nº 38

  • Pescadores de Ideias
Ana Luiza Incerpi, nº 04
Danilo Mariosa, nº 12
Fernanda Vila Verde, nº 15
Fernanda Guedes, nº 16
Raíza Benedecti, nº 33

  • Random Thoughts
Claudia Lino Pechina, nº 11
Felipe Jorge Abdul-Hak, nº 13
Gabriel Sá de Mello, nº 18
Gustavo Santos Sales, nº 22
Rafael de Mello Ferreira, nº 31
Tatiana Faia Lopes, nº 36
Vitor Garcia dos Santos, nº 39

  • Sem Censura
Ana Isa Andrade, nº 2
Giovanna Carvalho, nº 19
Giulia Marquezini, nº 21
Maria Paula Diegues, nº 26


Hasta la vista, muchachos!